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sábado, 13 de agosto de 2011

A Revolução dos Bichos, Pink Floyd, Melancholia e o Sentido da Vida

Semana passada comecei a folhear o livro "A Revolução dos Bichos", de George Orwell, que é um daqueles livros de que eu sempre tinha ouvido falar, principalmente por causa do disco "Animals" do Pink Floyd (minha banda de rock favorita), mas que nunca tinha tido até então a oportunidade de ler uma só página. Fiquei impressionado logo de cara com aquela alegoria ali formulada, e mesmo sem um profundo conhecimento da metáfora política sobre a Rússia Stalinista a que o prefácio se referia, a leitura em si foi um iluminar de caverna para a corrupção do gênero humano (no caso, o gênero humano expresso nos animais), e devorei o livro em poucos dias (dedicando apenas o tempo entre o acordar e ir ao trabalho para lê-lo).



Seria chato descrever o livro aqui e começar uma discussão política, não é esse o ponto. Aliás não há ponto algum, afinal a proposta deste blog é não ter proposta alguma. Mas quem leu o livro (ou quem der um "google" nele), poderá facilmente entender do que o livro trata, e de como há corrupção onde há poder, e como o bicho homem, quando cheio de mundo em si torna-se vazio em todo o resto, e se vê escravo do mundo, este mundo do poder, do ter, do dominar, do enganar, etc, etc...


E nesta mesma semana eu fui assistir ao filme Melancolia, do Lars Von Trier. O filme mexeu bastante comigo, é uma experiência bem profunda, daquelas que só o cinema é capaz de oferecer (e só o cinema no cinema, mesmo, telona, escuridão, pipoca e tudo). Recomendo, um grande filme, do tipo que eu particularmente gosto muito, o que foge do padrão (eita, é um filme pensado lateralmente). E nas duas experiências culturais dessa semana - mais precisamente o livro e o filme - consegui achar uma forte relação entre as duas, embora histórias completamente distintas e emoções completamente diferentes. Ambas giravam em torno de mundo, apenas mundo, mas sempre com a ponta solta para uma ligação com o Pai. As duas histórias mostravam personagens absolutamente ausentados da presença de Deus - e com isso completamente suscetíveis ao mundo e à opressão do mesmo, da morte, do medo, do ódio, da ganância, etc, etc, etc...

No fim de tudo, a razão essencial de tudo, o sentido dessa coisa toda é uma só. A Verdade, o Caminho e a Vida tem um nome, Jesus. E o que há fora disso, como vemos no livro ou no filme, é o que estou chamando de mundo. E ter a oportunidade de apreciar estas obras de arte que produzimos com tanta fluência (nós, humanos, criaturas de Deus), é apenas mais uma oportunidade de abrirmos os olhos para a Verdade, e experimentarmos, ainda que como meros leitores ou parte de uma audiência no cinema, a angústia que seria viver longe de Deus, e ter compaixão de quem ainda não descobriu a Verdade - nessas horas dá vontade de largar tudo e sair abrindo os olhos de todos.

Talvez esse blog seja apenas o meu começo... aliás estou sempre começando no caminho, tropeçando, levantando, e continuando... esse é o caminho. Mas falaremos disso depois. Mas a cada queda, tenho estado com os ouvidos limpos para ouvi-Lo me chamar, dizendo "Vem e vê".

Sim... Ele está nos chamando o tempo todo, batendo à nossa porta. Agora mesmo está batendo aí, na sua porta. E Ele nos conhece como a ninguém. Sabe onde nos limitamos, onde erramos, onde protelamos... e Ele nos ama, sempre.




Para bom entendedor, meia palavra bas...


Bom, para primeiro post é isso mesmo... misturei tudo. Mas quero fazer isso sempre.

Fiquem com Deus, encontrem Jesus (está fácil achar), ouçam boas músicas, vejam bons filmes, tomem bons vinhos, amem ao próximo, e vamo que vamo...

E pra finalizar, hoje assisti ao filme "Ao Sul da Fronteira", do Oliver Stone... vale muito a pena ver... falo dele no próximo post, e sobre outras coisas...

Até a próxima
Wil